Insônia

O Transtorno da Insônia, de acordo com a Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono (ICDS), caracteriza-se pela presença dos itens A e B e pelo menos um sintoma do item C.

  • A. Queixa de dificuldade em adormecer e/ou dificuldade em manter o sono e/ou sono de má qualidade.
  • B. A dificuldade citada acima ocorre frequentemente, apesar de adequadas oportunidades e circunstâncias para o sono.
  • C. Presença de pelo menos um dos seguintes sintomas diurnos associados à queixa do sono: fadiga; déficit de atenção, concentração ou memória; prejuízo no desempenho social ou profissional; presença de distúrbios de humor; queixa de sonolência diurna; redução da motivação, energia ou de iniciativa; propensão para erros ou acidentes no local de trabalho ou durante a condução; tensão, dores de cabeça ou sintomas gastrointestinais em resposta à perda de sono; e preocupação com o sono.

Existe uma importante associação entre insônia, depressão, transtornos de ansiedade, algumas doenças neurológicas, fibromialgia e outros distúrbios do sono, tais como Síndrome das Pernas Inquietas(SPI) e Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono(SAOS), devendo ser realizada investigação e, caso necessário, tratamento destas desordens.

O diagnóstico do transtorno da insônia é clínico, através da história detalhada e, complementarmente, diário do sono (fornecido na consulta). A polissonografia pode auxiliar em casos selecionados.

Há uma série de opções para o tratamento farmacológico da insônia e este deve ser individualizado após avaliação médica minuciosa. Em relação ao tratamento não farmacológico, a escolha é a terapia cognitivo comportamental, que orientará o paciente a melhorar sua higiene do sono, além de ensinar técnicas de relaxamento que, associadas ou não ao tratamento medicamentoso, auxiliarão na melhora da qualidade do sono.