Enxaqueca

A cefaléia primária do tipo enxaqueca é muito comum no dia a dia do consultório neurológico.

O diagnóstico é, na maioria das vezes, clínico, após anamnese (entrevista com o paciente) e exame físico minuciosos.

As crises de enxaqueca, em sua maioria, apresentam-se como dor pulsátil, com localização unilateral (podendo ser bilateral em 40% dos pacientes), de intensidade moderada à grave, que piora com atividade física de rotina (caminhar ou subir escadas, por exemplo). Durante as crises, que podem durar de 4 – 72 horas quando não tratadas ou tratadas inadequadamente, podem ocorrer náuseas e/ou vômitos, além de fotofobia (intolerância à luz) e/ou fonofobia (intolerância a barulho).

A enxaqueca pode apresentar-se sem ou com aura. Auras são sintomas neurológicos que geralmente ocorrem antes da dor, sendo os sintomas visuais os mais comuns.

O tratamento costuma ser muito eficaz e torna-se um divisor de águas na vida do paciente, visto que quando não tratada, a enxaqueca torna-se uma condição extremamente incapacitante, causando grande prejuízo à qualidade de vida. Divide-se o tratamento em dois tipos, de acordo com critérios clínicos – tratamento sintomático das crises e tratamento profilático, ou seja, para evitar as crises, quando estas são muito freqüentes ou incapacitantes.