Cefaléia tensional

É o tipo de dor de cabeça primária mais comum mas, ao contrário da enxaqueca, os portadores de cefaléia tensional, procuram menos ajuda médica, devido ao caráter menos intenso da dor. Apesar do nome, que confunde muitos pacientes, a dor não está diretamente relacionada à tensão emocional, mas à contração exagerada de grupamentos musculares do pescoço, ombros, couro cabeludo e face.

Existem dois tipos de cefaléia tensional, as episódicas e as crônicas.

A cefaléia tensional episódica é muito comum (cerca de 90% da população), tem intensidade moderada, não incomodando muito o paciente, exceto quando passa a ocorrer mais frequentemente – mais que 15 dias em um mês – assumindo caráter crônico.

A cefaléia tensional crônica é bem menos comum, acometendo cerca de 4% da população.

A cefaléia tensional caracteriza-se por:

  • Localização em fronte e/ou nuca e topo da cabeça;
  • Intensidade leve à moderada, não sendo incapacitante;
  • Duração de horas até 7 dias;
  • Frequência variável – às vezes menos de 1 vez/ mês até mais de 15 dias em um mês, configurando o subtipo crônico;
  • Em peso, aperto ou pressão, simulando capacete ou faixa em torno da cabeça;
  • Pode melhorar com atividade física ou relaxamento;
  • Geralmente sem sintomas associados;

O tratamento envolve medidas não medicamentosas – abordagens fisioterápicas, odontológicas, técnicas de gerenciamento de estresse, atividade física regular, dentre outras – e tratamento medicamentoso para as crises e , caso necessário, preventivo.

Vale ressaltar que é imprescindível a procura de médico especialista, visto que a auto medicação pode auxiliar no processo de cronificação da cefaléia, tornando-a mais frequente e resistente ao tratamento.